quinta-feira, dezembro 21, 2006

Feliz 2007

Blog legal

Rafa me indicou esse blog (http://postsecret.blogspot.com/).
Adorei!!!

domingo, dezembro 17, 2006

Polinésia Francesa

Polinésia Francesa

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Devaneios sobre Solidão

A solidão assume junto com o amor o patamar de um dos temas mais abordados por poetas, compositores, cineastas, escritores, pintores, escultores, fotógrafos. Obstinação de alguns, sofrimento de outros, não são poucos os artistas que já mostraram alguma das inúmeras faces desse sentimento que acompanha cada um de nós - seres humanos - em algum momento de nossas vidas.

Paulinho da Viola compôs uma das mais belas músicas que já ouvi sobre o tema. "Dança da Solidão", regravada por Marisa Monte. Assim escreveu:

Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão


Contudo, só fui pensar mais profundamente sobre a Solidão quando li uma pequena biografia de Orson Welles (Pensamento Vivo de Orson Welles). Ele afirma que o Homem é um ser sozinho. A solidão é a única certeza da vida humana. Nascemos sozinhos e morremos sozinhos e não há nada que possamos fazer para mudar isso. Exatamente por pressentir essa solidão eterna, passamos a vida buscando o outro, alguém que nos faça sentir que não estamos sozinhos, mesmo no fundo sabendo que a solidão nos habita desde a concepção.

Não foram essas as palavras exatas de Welles sobre a solidão, mas compreender o que ele disse e perceber que tem razão me deixou por muito tempo angustiada. Nunca gostei da solidão, de ficar sozinha em casa, por exemplo. Estar só me causava muito sofrimento. E assim, toda vez que me lembrava das palavras de Welles, estremecia. Acabava sublimando para não entrar em neura.

Hoje - lendo Cartas a Um Jovem Poeta voltei a esbarrar na solidão. Rilke - certo de que somos e sempre seremos seres solitários por natureza - numa das cartas - escrita em 23/12/1903, ao senhor Kappus - nos oferece nova visão. "O Senhor não deve ficar sem um cumprimento meu quando o Natal se aproxima e, no meio da festa, sua solidão pesa mais do que nunca. Mas se perceber então que ela é grande, alegre-se com isso; pois o que (pergunte a si mesmo) seria uma solidão sem grandeza? Existe apenas uma solidão, e ela é grande, nada fácil de suportar. Acabam chegando as horas em que quase todos gostariam de trocá-la por uma união qualquer, por mais banal e sem valor que seja, trocá-la pela aparência de uma mínima concordância com o próximo (...) No entanto, talvez sejam justamente essas as horas em que a solidão cresce, pois o seu crescimento é doloroso como o crescimento de um menino e triste como o início da primavera. Mas isso não deve confundi-lo. O que é necessário é apenas o seguinte: solidão, uma grande solidão interior. Entrar em si mesmo e não encontrar ninguém durante horas, é preciso conseguir isso. Ser solitário como se era quando criança, quando os adultos passavam para lá e para cá, envolvidos com coisas que pareciam importantes e grandiosas, porque esses adultos davam a impressão de estarem tão ocupados e porque a criança não entendia nada de seus afazeres."

Rilke sugere ao jovem poeta que aprenda a sentir e produzir em sua solidão. Mostra que embora dilacere o coração do poeta, a solidão é necessária para o crescimento, amadurecimento, reflexão.

Em outra carta, de maio de 1904, ele aconselha: "Não se deixe enganar em sua solidão só porque há algo no senhor que deseja sair dela. Justamente esse desejo o ajudará, caso o senhor utilize com calma e ponderação, como um instrumento para estender sua solidão por um território mais vasto. (...) Sabemos muito pouco, mas que temos de nos aferar ao difícil é uma certeza que não nos abandonará. É bom ser solitário, pois a solidão é difícil; o fato de uma coisa ser difícil tem de ser mais um motivo para fazê-la."

Cartas a um jovem poeta

Depois de presentear três pessoas - uma há quase dez anos - com esse livro, finalmente puder ler as cartas de Rilke.
Melhor, estou lendo, pois não terminei.
São simples, porém a cada carta um pouco mais da essência desse poeta maravilhoso. Suas idéias, angústias, inspirações; o amor, a lucidez, a doença, as mudanças; os lugares por onde passou em busca de um ar que o curasse da doença; a visão sobre os críticos de arte; a solidão buscada, amada e cultuada.
Não é um livro denso.
É suave e delicado, embora mostre o olhar crítico do poeta perante a vida, a arte, cidades e pessoas.
Comprei a edição de bolso (da L&PM Pocket - R$ 6,00 na livraria Leitura - em BH).
No total são dez cartas escritas por Rilke ao senhor Franz Xaver Kappus, em pouco mais de 90 páginas.
Uma leitura rápida, mas não menos prazerosa que a de um belo romance de 300 páginas (para os que gostam, é claro!).

domingo, dezembro 10, 2006

Casamento

"Não precisa ser para sempre,
mas precisa ser até o fim!"
Quando não restar mais esperança.
Ainda assim, se houver amor,
há motivo para ficar junto.

Escrever

Única forma livre de ser

Amor

Quem nunca sofreu por amor que atire a primeira pedra.
Este constrói e destrói, depende dos comandos.

Mais um trago antes de dormir

Um minuto antes de acordar, eu vi um casal de velhos tirando um sarro em frente a igraja matriz;
Dois minutos antes de acordar, a única árvore que restava na cidade foi tombada pelo Patrimônio Histórico;
Três minutos antes de acordar, o sino tocou tão alto que todas as pessoas da região tiveram os tímpanos estourados;
Surdos, de repente, o silêncio trouxe paz
E escureceu o céu durante mil anos.
Cinco minutos antes de acordar, senti o vento na pele e quase morri congelada;
Dez minutos antes de acordar, ouvia a tv do vizinho gritando "Goooooooooooollllll"
Um dia antes de dormir, percebi que perdia meu tempo dormindo.
Um ano sem dormir, descobri que o sono era indispensável para viver.
Não tive opçao. Dormi.

Solidão

Essencial, às vezes
Nos momentos de criação,
de reflexão

Indispensável, às vezes
Quando a alma pede sossego,
introspecção

Necessária, sempre
Pelo menos uma vez ao dia

Quero morrer!

Porque ninguém fala mal dos mortos;
porque todos falam bem dos mortos.
Já viu morto com defeito?
É sempre: "Coitado, fulano era tão bom!"
"Era brilhante, uma alma incrível"

Murphy´s law

Mais de uma hora para postar uma foto.
Para compensar, o blogger postou duas vezes.
Fica aí o registro.

sábado, dezembro 09, 2006

Mais um trago

Mais um trago